Mês do Sagrado Coração de Jesus
Nós celebramos esta grande Festa Litúrgica na Igreja, que nos leva a um
profundo culto a Deus, pois nos esclarece Santo Afonso de Ligório: “A devoção ao Coração de Jesus é a mais bela e a mais sólida do Cristianismo”.
Esta devoção consiste no reconhecimento, entrega e dedicação ao amor de Jesus, manifestado no símbolo mais simples do amor, isto é o coração. Podemos afirmar que esta devoção ao Coração Sagrado de Jesus fundamenta-se no Evangelho, onde encontramos a acção misericordiosa do Cristo e o seu lado aberto. Tornou-se popular a partir das manifestações visíveis do Senhor a Santa Margarida Alacoque, que inicialmente lhe disse:
“Eis o Coração que tanto tem amado os homens e os cumulou de benefícios, e em resposta ao seu amor infinito, em vez de gratidão, encontra esquecimento, frieza e desprezo”.
Santos Populares
O mês de Junho é, tradicionalmente, o mês dos Santos Populares: St. António, S. João e S. Pedro.
Podemos também olhar para eles como três homens que no seu tempo tiveram, mesmo com as suas fragilidades humanas, coragem de proclamar e viver o Amor a Deus e de Deus. St. António dizia que “tudo é nada, excepto Amar a Deus”. É visto como o casamenteiro, e certamente ficará feliz se os casais descobrirem que o seu matrimónio é o Sacramento do Amor e são o sinal do Amor de Deus pelos Homens. Certamente ficará feliz se os casais e cada pessoa descobrir que é no Amor a Deus que toda a vida tem que acontecer. Ficará feliz, se cada um encontrar a verdadeira vocação a que é chamado.
S. João, o Baptista, amou tanto a Cristo que, para o anunciar, deu a sua vida. Foi ele que, com Jesus no Jordão, transformou um baptismo de conversão num baptismo de Filiação Divina. Várias vezes o quiseram fazer Messias, mas ele sempre respondeu que não. Ele apontava o Cordeiro de Deus dizendo: “Que Ele cresça e eu diminua”.
S. Pedro, discípulo de Jesus, também entregou a sua vida pelo Seu Mestre.
Caminhou com Cristo, sendo um simples pescador foi escolhido para guiar a Igreja nascente. Vacilou e negou-O, mas reconhecendo a sua fragilidade professou novamente o seu amor: “Tu sabes tudo, Senhor, bem sabes que Te amo!”
Três Santos. Três homens iguais a tantos outros. Três pessoas de situações sociais e económicas diferentes, bem como de diferentes níveis culturais e académicos. Contudo, três homens unidos no mesmo Amor, marcados e apaixonados pelo mesmo Jesus. Podendo valerem-se das suas condições, viveram com simplicidade e humildemente.
Três dos Santos mais venerados por toda a Igreja e mais respeitados em todas as culturas e mesmo pelas outras religiões. Três homens que são para nós exemplo e estímulo para vivermos a Santidade que recebemos no Baptismo.
Talvez, por isso, eles sejam tão populares entre nós: porque sendo do povo, nos indicam Aquele que deu a Sua Vida pelo Povo.
P.P.