Comungar é receber Jesus
Jesus, quando chega o momento de me abeirar da Tua Mesa Celestial, o meu coração bate mais forte porque sei, que Tu estás bem presente, no Sacramento da Comunhão.
Sinto uma alegria indescrítivel e caminho silenciosamente ao Teu encontro. Uma Luz forte atinge a minha alma e ilumina todo o meu ser e é nessa altura que eu vejo que não comungo porque mereço, isso eu sei, comungo, porque preciso de Ti.
Mas depois da comunhão, de saber que o meu coração agora é a Tua morada, sinto um pouco do Céu, “é um já, mas ainda não“.
Nesse instante, agradeço tudo o que me concedes e sempre, sem excepção, uma lágrima que não me pede licença aflora aos meus olhos e teima em rolar. Digo que não, que não é oportuno, está muita gente e eu não quero. É um misto de tristeza e de felicidade conjugados, porque Tu sabes que a vida muitas vezes nos afasta do Teu caminho e eu, às vezes, esqueço-me e abro mão de Ti.
Contemplo o Teu rosto humano e simultaneamente divino. Tenho vindo mais vezes à Tua Casa e sinto que afinal sempre me fizeste falta e fico triste, pois preciso do Teu Amor. Falo-Te da saudade que invade o meu coração, Tu entendes, agradeço-Te e também peço perdão.
Vejo agora a dimensão da Tua bondade e do Teu Amor.
Em cada Santa Missa renovas o Teu Sacrifício do Calvário, da Paixão e Morte.
Quando morreste na Cruz, que morte horrível, ofereceste-Te ao Pai do Céu para me salvares e continuas a querer salvar-me, de cada vez que me afasto.
O Pão e o Vinho, pelas palavras da Consagração, convertem-se no Teu próprio Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Significa que, na Sagrada Hóstia e no Cálice, estás vivo e és Deus, ainda que os meus olhos não Te vejam. Quando comungo, posso dizer com alegria: Jesus está comigo e eu estou com Jesus.
Tu que és Luz que ilumina quando está escuro e afastas as trevas, deixa a marca do Teu clarão na minha vida.
Deixa-me, agora, falar-Te da minha família, dos meus amigos e também daqueles que eu nem conheço e que precisam de Ti, protege e abençoa-os a todos, e dá-lhes tudo de que necessitam.
Quero falar-Te agora de mim e do que preenche o meu dia, o meu trabalho e a minha dedicação aos outros, talvez uma ou outra preocupação, um pequeno desgosto aqui ou uma grande alegria acolá, e um pouco de tempo que a Ti eu dedico.
Diz-me, Senhor, que queres de mim?
I.A.