{"id":9329,"date":"2017-01-01T12:33:52","date_gmt":"2017-01-01T12:33:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/?p=9329"},"modified":"2017-01-01T12:34:42","modified_gmt":"2017-01-01T12:34:42","slug":"ref-47","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/?p=9329","title":{"rendered":"Ref"},"content":{"rendered":"<p><center><b>\u00abQuando foi a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher\u00bb (Gal 4,4)<\/b><\/center><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que a natureza estreme\u00e7a de alegria e que exulte todo o g\u00e9nero humano. Que a humanidade dance em coro: <strong>\u00abOnde o pecado abundou, superabundou a gra\u00e7a\u00bb<\/strong> (Rom 5,20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Re\u00fane-nos aqui a santa M\u00e3e de Deus, a Virgem Maria, tesouro pur\u00edssimo de virgindade, para\u00edso espiritual do segundo Ad\u00e3o, ponto de uni\u00e3o das duas naturezas, lugar de troca onde se concluiu a nossa salva\u00e7\u00e3o, c\u00e2mara nupcial em que Cristo desposou a nossa carne.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela \u00e9 a sar\u00e7a ardente que o fogo do parto de um Deus n\u00e3o consumiu, a nuvem ligeira que transportou Aquele que tem o trono acima dos querubins, o velo pur\u00edssimo que recebeu o orvalho celeste,\u00a0Maria, serva e m\u00e3e, virgem, c\u00e9u, ponte \u00fanica entre Deus e os homens, tear da encarna\u00e7\u00e3o em que se achou admiravelmente confeccionada a t\u00fanica da uni\u00e3o das duas naturezas &#8211; e o Esp\u00edrito Santo foi o tecel\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Na sua bondade, Deus n\u00e3o desdenhou nascer de uma mulher, mesmo que Aquele que dela ia ser formado fosse a pr\u00f3pria a vida. Mas, se a M\u00e3e n\u00e3o tivesse permanecido virgem, esta gesta\u00e7\u00e3o n\u00e3o teria nada de espantoso; seria simplesmente o nascimento de um homem.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Uma vez, por\u00e9m, que ela permaneceu virgem mesmo ap\u00f3s o parto, como poderia n\u00e3o se tratar de Deus e de um mist\u00e9rio inexprim\u00edvel? Nasceu de maneira inef\u00e1vel, sem mancha, Aquele que mais tarde entrar\u00e1 sem obst\u00e1culo, com todas as portas fechadas, e diante de quem Tom\u00e9 exclamar\u00e1, contemplando a uni\u00e3o das duas naturezas: <strong>\u00abMeu Senhor e meu Deus!\u00bb<\/strong> (Jo 20,28)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por nosso amor, Aquele que por natureza era incapaz de sofrer exp\u00f4s-Se a numerosos sofrimentos. Cristo n\u00e3o Se tornou Deus pouco a pouco; de modo nenhum! Mas, sendo Deus, a sua miseric\u00f3rdia levou-O a tornar-Se homem, como a f\u00e9 nos ensina.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o pregamos um homem que Se tornou Deus, proclamamos um Deus feito carne, que tomou por M\u00e3e uma serva, Ele que pela sua natureza n\u00e3o conhece m\u00e3e, e que, sem pai, encarnou no tempo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: right;\"><strong>Proclo de Constantinopla (c. 390-446), bispo <\/strong><br \/>\n<strong>Serm\u00e3o n.\u00b0 1 ; PG 65, 682<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abQuando foi a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher\u00bb (Gal 4,4) Que a natureza estreme\u00e7a de alegria e que exulte todo o g\u00e9nero humano. 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