{"id":8655,"date":"2014-10-08T12:23:11","date_gmt":"2014-10-08T12:23:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/?p=8655"},"modified":"2014-10-08T19:30:58","modified_gmt":"2014-10-08T19:30:58","slug":"8655","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/?p=8655","title":{"rendered":"Senhor, ensina-nos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><b>\u00abSenhor, ensina-nos a orar.\u00bb<\/b><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Na ora\u00e7\u00e3o, as palavras servem para nos estimular e nos fazer compreender melhor o que pedimos ; n\u00e3o pensemos que s\u00e3o necess\u00e1rias para informar o Senhor ou for\u00e7ar a Sua vontade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Quando dizemos: <strong>\u00abSantificado seja o Vosso nome\u00bb<\/strong>, estimulamo-nos a desejar que o nome de Deus, que \u00e9 sempre santo em Si mesmo, seja tamb\u00e9m honrado como santo entre os homens, e nunca desprezado; e isto n\u00e3o \u00e9 para benef\u00edcio de Deus, mas dos homens. Quando dizemos: <strong>\u00abVenha a n\u00f3s o Vosso reino\u00bb<\/strong> \u2013 que h\u00e1-de vir certamente, quer queiramos, quer n\u00e3o \u2013, excitamos a nossa aspira\u00e7\u00e3o por aquele reino, para que ele de facto venha a n\u00f3s e mere\u00e7amos reinar nele.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Quando dizemos: <strong>\u00abSeja feita a Vossa vontade, assim na terra como no c\u00e9u\u00bb,<\/strong> pedimos ao Senhor que nos d\u00ea a virtude para que se cumpra em n\u00f3s a sua vontade, como os anjos a cumprem no c\u00e9u.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando dizemos: <strong>\u00abPerdoai as nossas ofensas, assim como n\u00f3s perdoamos a<\/strong> <strong>quem nos tem ofendido\u00bb<\/strong>, tomamos consci\u00eancia do que pedimos, e do que devemos fazer para merecermos receber o perd\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Quando dizemos: <strong>\u00abLivrai-nos do mal\u00bb<\/strong>, recordamos que ainda n\u00e3o estamos naquele sumo bem onde j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sofrer qualquer mal.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">E estas \u00faltimas palavras da ora\u00e7\u00e3o dominical t\u00eam um significado t\u00e3o amplo, que o crist\u00e3o, seja qual for a tribula\u00e7\u00e3o em que se encontre, pode com elas exprimir os seus gemidos ou lamenta\u00e7\u00f5es, dar in\u00edcio, continuar ou terminar a sua ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">T\u00ednhamos necessidades destas palavras para gravar na mem\u00f3ria todas estas realidades. Quaisquer outras palavras que possamos usar na ora\u00e7\u00e3o nada mais dizem para al\u00e9m do que se encontra j\u00e1 na ora\u00e7\u00e3o do Senhor, se de facto oramos como conv\u00e9m.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: Verdana; color: #000000; font-size: small;\"><strong>Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de \u00c1frica), doutor da Igreja <\/strong><br \/>\n<strong> Carta 130, a Proba, sobre a ora\u00e7\u00e3o, 11-12 (trad. cf br\u00e9viaire 3\u00aa feira da XXIX semana do Tempo Comum)<\/strong><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abSenhor, ensina-nos a orar.\u00bb Na ora\u00e7\u00e3o, as palavras servem para nos estimular e nos fazer compreender melhor o que pedimos ; n\u00e3o pensemos que s\u00e3o necess\u00e1rias para informar o Senhor ou for\u00e7ar a Sua vontade. 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