{"id":5739,"date":"2014-03-24T07:23:55","date_gmt":"2014-03-24T07:23:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/?p=5739"},"modified":"2014-03-24T07:26:37","modified_gmt":"2014-03-24T07:26:37","slug":"5739","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/?p=5739","title":{"rendered":"Havia muitas vi\u00favas em Israel"},"content":{"rendered":"<p><center><b>\u00abHavia muitas vi\u00favas em Israel\u00bb<\/b><\/center><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Senhor, a minha alma miser\u00e1vel est\u00e1 nua, gelada e transida; deseja ser aquecida pelo calor do teu amor.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Na imensidade do meu deserto, na vastid\u00e3o da vaidade do meu cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apanho ramitos como a vi\u00fava de Sarepta, mas apenas estes poucos galhos, para preparar a minha comida com um punhado de farinha e a vasilha de azeite, e depois entrar em minha casa e morrer (cf 1Rs 17,10ss) \u2013 ou por outra, n\u00e3o morrerei assim t\u00e3o depressa; n\u00e3o, Senhor, <strong>\u00abn\u00e3o morrerei, antes viverei, para narrar as obras do Senhor\u00bb (Sl 118,17). <a href=\"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-5743\" alt=\"7\" src=\"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/7-300x148.jpg\" width=\"300\" height=\"148\" srcset=\"https:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/7-300x148.jpg 300w, https:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/7.jpg 830w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Permane\u00e7o, pois, na minha morada solit\u00e1ria e abro a boca para Ti, Senhor, procurando alento.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">E, por vezes, Senhor, Tu p\u00f5es-me qualquer coisa na boca do cora\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o permites que eu saiba o que \u00e9. \u00c9 certo que sinto um sabor t\u00e3o doce e t\u00e3o delicioso, t\u00e3o reconfortante, que j\u00e1 n\u00e3o quero mais nada.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Mas Tu n\u00e3o permites que eu compreenda, nem com a vista, nem com a intelig\u00eancia; gostaria de ret\u00ea-la, de a ruminar, de a saborear, mas ela passa depressa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Aprendo pela experi\u00eancia o que dizes sobre o Esp\u00edrito no Evangelho: <strong>\u00abN\u00e3o<\/strong> <strong>sabes de onde vem nem para onde vai. O Esp\u00edrito sopra onde quer\u00bb (Jo 3,8).<\/strong> Descubro em mim que Ele sopra, n\u00e3o quando eu quero, mas quando Ele quer.<\/p>\n<p>Devo elevar os olhos somente para Ti, para Ti que \u00e9s a <strong>\u00abfonte de vida\u00bb<\/strong>, e <strong>\u00abna tua luz, verei a luz\u00bb (cf Sl 36,10)<\/strong>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Para Ti, Senhor, \u00e9 para Ti que os meus olhos se voltam. Mas quanto tempo mais tardar\u00e1s, durante quanto mais tempo se inclinar\u00e1 a minha alma para Ti, miser\u00e1vel, ansiosa, sem f\u00f4lego? Pe\u00e7o-Te: esconde-me <strong>\u00abao abrigo da tua<\/strong> <strong>face\u00bb<\/strong>, guarda-me <strong>\u00abdas intrigas dos homens\u00bb<\/strong>; defende-me <strong>\u00abna tua tenda contra as l\u00ednguas maldizentes\u00bb (cf Sl 31,21).<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: right;\"><strong>Guilherme de Saint-Thierry (c. 1085-1148), monge beneditino, depois cisterciense <\/strong><br \/>\n<strong> A Contempla\u00e7\u00e3o de Deus, 12; SC 61 bis<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abHavia muitas vi\u00favas em Israel\u00bb Senhor, a minha alma miser\u00e1vel est\u00e1 nua, gelada e transida; deseja ser aquecida pelo calor do teu amor. 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