{"id":4075,"date":"2013-03-16T11:38:20","date_gmt":"2013-03-16T11:38:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/?p=4075"},"modified":"2013-06-21T11:14:24","modified_gmt":"2013-06-21T11:14:24","slug":"4075","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/?p=4075","title":{"rendered":"Aprender a perdoar"},"content":{"rendered":"<p><b>Aprender a perdoar<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma lenda \u00e1rabe conta que dois amigos viajavam pelo deserto e a determinada altura da viagem discutiram. O outro, ofendido, sem nada dizer, escreveu na areia:<\/p>\n<p><b>\u201cHoje, o meu melhor amigo ofendeu e magoou-me\u201d<\/b>.<a href=\"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/v.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright  wp-image-4076\" alt=\"v\" src=\"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/v.jpg\" width=\"382\" height=\"337\" srcset=\"https:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/v.jpg 663w, https:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/v-300x264.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 382px) 100vw, 382px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguiram calados e chegaram, j\u00e1 cansados, a um o\u00e1sis onde resolveram banhar-se. O que havia sido magoado foi o primeiro a entrar na \u00e1gua e, como n\u00e3o sabia nadar, come\u00e7ou a afogar-se sendo salvo pelo amigo. Ao recuperar-se pegou num estilete e gravou numa pedra:<\/p>\n<p><b>\u201cHoje, o meu melhor amigo salvou-me a vida\u201d.<\/b><\/p>\n<p>Intrigado e sem perceber nada, o amigo perguntou:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>&#8220;Porque \u00e9 que, depois de te ter ofendido, tu escreves na areia e agora escreves na pedra?&#8221;<\/b><\/p>\n<p>Sorrindo, o outro amigo respondeu:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>\u201cQuando um grande amigo nos ofende, deveremos escrever na areia onde o vento do esquecimento e do perd\u00e3o se encarregam de apagar; por\u00e9m, quando nos faz algo grandioso, deveremos gravar na pedra da mem\u00f3ria do cora\u00e7\u00e3o onde vento nenhum do mundo poder\u00e1 apagar\u201d.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao errar, conhecemos e sentimos de perto a dor do sofrimento mas, com o perd\u00e3o, consolamos e cicatrizamos as feridas da alma.<\/p>\n<p>Pedir perd\u00e3o e perdoar, s\u00f3 os grandes cora\u00e7\u00f5es o conseguem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nenhuma m\u00e1goa deveria ficar sem perd\u00e3o e nenhuma l\u00e1grima deveria deslizar sem trope\u00e7ar, num peda\u00e7o de pano de amor para a enxugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem n\u00e3o consegue perdoar, n\u00e3o consegue atravessar a ponte que o cora\u00e7\u00e3o edifica e alcan\u00e7ar a outra margem onde o Mestre se encontra, de bra\u00e7os abertos, perdoando tamb\u00e9m as nossas faltas. Confiando n&#8217;Ele n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m que nos queira atirar a primeira pedra porque, no sil\u00eancio, o risco no ch\u00e3o afastar\u00e1 quem nos queira magoar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Perdoar \u00e9 divino<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">I.A.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aprender a perdoar Uma lenda \u00e1rabe conta que dois amigos viajavam pelo deserto e a determinada altura da viagem discutiram. O outro, ofendido, sem nada dizer, escreveu na areia: \u201cHoje, o meu melhor amigo ofendeu e magoou-me\u201d. 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