{"id":5305,"date":"2013-12-26T08:47:59","date_gmt":"2013-12-26T08:47:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/?p=5305"},"modified":"2013-12-26T08:53:45","modified_gmt":"2013-12-26T08:53:45","slug":"do-presepio-a-cruz","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/?p=5305","title":{"rendered":"Do pres\u00e9pio \u00e0 cruz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><b>Do pres\u00e9pio \u00e0 cruz<\/b><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">No dia ap\u00f3s a solenidade do Natal, celebramos a festa de Santo Est\u00eav\u00e3o, di\u00e1cono e primeiro m\u00e1rtir. \u00c0 primeira vista a proximidade com o nascimento do Redentor pode-nos surpreender, porque \u00e9 tocante o contraste entre a paz e a alegria de Bel\u00e9m e o drama de Est\u00eav\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Na realidade, o aparente desacordo \u00e9 superado se considerarmos mais profundamente o mist\u00e9rio do Natal. O Menino Jesus, deitado na gruta, \u00e9 o Filho \u00fanico de Deus que Se fez homem. Ele salvar\u00e1 a humanidade morrendo na cruz.<a href=\"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/jp.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-5310\" alt=\"jp\" src=\"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/jp.jpg\" width=\"250\" height=\"201\" \/><\/a><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Agora vemo-Lo envolvido em panos no pres\u00e9pio; depois da sua crucifix\u00e3o ser\u00e1 novamente envolvido por faixas e colocado no sepulcro. N\u00e3o \u00e9 por acaso que a iconografia natal\u00edcia representava, por vezes, o Menino divino colocado num pequeno sarc\u00f3fago, para indicar que o Redentor nasce para morrer, nasce para dar a vida em resgate por todos (Mc 10,45).<\/p>\n<p>Santo Est\u00eav\u00e3o foi o primeiro que seguiu os passos de Cristo com o mart\u00edrio; morreu, como o divino Mestre, perdoando e rezando pelos seus algozes (Act 7, 60).<a href=\"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/st.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-5308\" alt=\"st\" src=\"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/st.jpg\" width=\"112\" height=\"214\" \/><\/a><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Nos primeiros quatro s\u00e9culos do cristianismo, todos os santos venerados pela Igreja eram m\u00e1rtires. Trata-se de uma multid\u00e3o inumer\u00e1vel, a que a liturgia chama \u00abo c\u00e2ndido ex\u00e9rcito dos m\u00e1rtires\u00bb.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">A sua morte n\u00e3o incutia receio nem tristeza, mas entusiasmo espiritual, que suscitava sempre novos crist\u00e3os.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Para os crentes, o dia da morte, e ainda mais o dia do mart\u00edrio, n\u00e3o \u00e9 o fim de tudo, mas a \u00abpassagem\u00bb para a vida imortal, o dia do nascimento definitivo, em latim \u00abdies natalis\u00bb.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Compreende-se ent\u00e3o o v\u00ednculo que existe entre o \u00abdies natalis\u00bb de Cristo e o \u00abdies natalis\u00bb de Santo Est\u00eav\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify;\">Se Jesus n\u00e3o tivesse nascido na terra, os homens n\u00e3o teriam podido nascer no C\u00e9u. Precisamente porque Cristo nasceu, n\u00f3s podemos \u00abrenascer\u00bb!<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: right;\"><strong>Papa Bento XVI <\/strong><br \/>\n<strong> Angelus de 26\/12\/2006 (trad. \u00a9 Libreria Editrice Vaticana, rev)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do pres\u00e9pio \u00e0 cruz No dia ap\u00f3s a solenidade do Natal, celebramos a festa de Santo Est\u00eav\u00e3o, di\u00e1cono e primeiro m\u00e1rtir. \u00c0 primeira vista a proximidade com o nascimento do Redentor pode-nos surpreender, porque \u00e9 tocante o contraste entre a &hellip; <a href=\"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/?p=5305\">Continue reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"aside","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5305","post","type-post","status-publish","format-aside","hentry","category-sem-categoria","post_format-post-format-aside"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5305","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5305"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5305\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5307,"href":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5305\/revisions\/5307"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5305"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5305"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.paroquiadoscanhas.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5305"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}